Três jeitos de trabalhar
Eficiente, produtivo ou máximo — quando usar cada modo, como montar o board, quanto custa e onde cada um costuma falhar.
O Stellar não tem um jeito certo de usar. Tem três, e a diferença entre eles é quanto você delega — e quanto paga por isso. Escolha pelo tamanho e pelo risco do trabalho, não pelo entusiasmo.
| Eficiente | Produtivo | Máximo | |
|---|---|---|---|
| Quem trabalha | você + um agente | um orquestrador + 2 a 5 implementadores | um board autônomo encadeando tasks |
| A Fila | opcional | o centro do trabalho | o motor do trabalho |
| Quem revisa | você, lendo o diff | o orquestrador, em worktree limpo | um card revisor por task |
| Custo | o menor | médio | alto — e cresce com o paralelismo |
| Serve para | tarefa pequena, exploração, uma dúvida | uma semana de backlog com fronteiras claras | um volume grande de trabalho independente |
Eficiente
Um card de terminal, um agente, você do lado. Sem Fila, sem contrato, consentimento manual em cada pedido.
Quando usar: uma correção localizada, uma pergunta sobre o código, uma exploração cujo resultado você ainda não sabe descrever.
Como montar: abra um card do provider que faz sentido e converse. Se o trabalho crescer, é aí que ele vira uma task — não antes.
Onde falha: quando o trabalho cresce e continua sendo conversa. O sinal é você rolar o scrollback para lembrar o que foi decidido: isso devia estar num contrato.
Produtivo
Um card orquestrador lê a Fila, escreve contratos e despacha implementadores, cada um no seu território. O orquestrador não implementa: ele brifa, lê o diff, verifica e integra.
Quando usar: várias tasks que não mexem nos mesmos arquivos, e um humano disponível para decidir o que é de produto.
Como montar:
- Uma task por unidade de entrega, com contrato: o defeito medido, o território, o gate e a forma do relatório.
- Um implementador por território. Dois cards escrevendo no mesmo arquivo é colisão, não paralelismo.
allowCommit: falsenos implementadores. Quem commita é o orquestrador, uma fatia por task, depois de verificar num worktree limpo no HEAD.- Revisão proporcional ao risco: mudança mecânica se aceita lendo o diff; contrato publicado, dado de produção ou estado compartilhado pedem um revisor.
Onde falha: quando o orquestrador vira gargalo — reescreve o brief de cada card à mão, relê o que o card já leu, commita arquivo inteiro com trabalho de outro card dentro. Brief curto que aponta para a task; commit separado por trecho quando dois cards tocaram o mesmo arquivo.
Máximo
O board em modo autônomo, com dependências encadeando investigar → corrigir → revisar, teto de concorrência, sprint e um provider escolhido pela forma de cada task.
Quando usar: muito trabalho independente, bem especificado, e um custo que o resultado paga.
O custo, sem enfeite: agentes em paralelo gastam muitas vezes os tokens de um agente sozinho. A própria Anthropic mediu, num sistema de pesquisa com um agente líder e subagentes, cerca de 15× os tokens de uma conversa comum — com resultado bem melhor que o agente único. Compensa quando o trabalho é grande e paralelizável; não compensa numa tarefa que um agente faria sozinho.
Como montar:
- Provider por forma de tarefa: investigação num modelo rápido e barato, implementação no que escreve melhor código, revisão num terceiro. Confira se ele está pronto, e não só instalado.
- Cota acaba no meio do trabalho. Um card que morre por cota não chama
report— leia o scrollback antes de concluir que ele falhou. - O teto de concorrência é uma decisão sobre a sua máquina e a sua conta, não um detalhe: cada card de agente é um processo de verdade.
Onde falha: quando a autonomia esconde o que está acontecendo. Tasks que terminam sem relatório, cards que param calados, vereditos que ninguém conferiu. Use os sinais do app (relatórios e sinais) e a varredura de trabalho sem rastro antes de fechar um sprint.
Trocar de modo
Os modos não são exclusivos. Um board produtivo abre um card eficiente para tirar uma dúvida; um board máximo tem um humano que para tudo quando uma decisão é de produto. O que não se mistura é a regra de quem commita e de quem julga: isso se declara no contrato, não se improvisa.
Antes de escalar um modo, leia os anti-padrões — cada um custou caro pelo menos uma vez.