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Abrir um card

Cards são os processos vivos do board — terminais, navegador, arquivos, notas, mídia. Há duas portas para criá-los.

Card é onde o trabalho acontece: um processo vivo na tela, com PTY, que morre quando você fecha. Abrir um card tem duas portas.

A rail

A rail da esquerda é a porta linear. Cada botão cria o card correspondente no board, no ponto que o canvas resolver. É o caminho direto quando você já sabe o que quer.

O menu radial

O botão direito sobre o fundo do canvas — ou toque e segure, no toque — abre um menu radial no ponto clicado. Além de criar o card ali, o radial troca de ferramenta sem largar o ponteiro.

Os tipos de card

Cada kind tem o seu componente, e todos compartilham o mesmo cromo de mover, redimensionar, selecionar e empilhar:

Card Para quê
terminal um processo real por trás de cada card
navegador uma página embutida no canvas
arquivos explorer do diretório de trabalho
mudanças status do git daquele diretório
nota recado no board, com cor como categoria
mídia imagem ou PDF anexado ao canvas
desenho traço à mão livre
chat conversa multi-provedor
janela remota controle de uma janela externa do SO

Adicionar um tipo novo não pede migração de banco: o kind é texto solto no schema, então um card de tipo inédito continua abrindo boards antigos.

Fechar, arquivar, apagar

Fechar um card arquiva: a linha sai do board (que filtra os arquivados) e continua no banco. É essa linha que carrega o label, o kind e o vínculo com o board — e é ela que sustenta os relatórios, as participações e os vereditos que apontam para aquele card. Antes disso o gesto de fechar apagava a linha, e o que sobrevivia virava órfão anônimo: sobre 236 ids que já não existiam em cards, ficaram 423 relatórios de 134 cards — sem nome nenhum para mostrar, porque o rótulo só existia ali.

Quem apaga é só o pedido explícito: o delete_card de um agente, ou a ação do dono sobre um card já arquivado. Fechar, por si só, nunca foi um pedido de destruir nada.

Um card arquivado pode ser restaurado, e o app diz o que volta: a sessão retomada pelo resume_id, ou o card de volta sem processo. A lista de arquivados abre pelo popover de sessão na Topbar, mostra kind, label ou id, provider e quando foi arquivado, e o apagar pergunta antes — nomeando o que vai (o card, os conectores, o rastro de fechamento) e o que fica (tasks, relatórios).

A tela do card não é guardada por default. O que fica é a identidade e os fatos do registry: quando morreu, se foi morte por cota, se o kill foi pedido. Metadado não é tela, e a razão é de regime: a tela é tela de trabalho real, com caminhos e trechos de código, e persistir isso muda “pixels efêmeros no seu monitor” para “texto durável, lido por qualquer agente que consiga abrir o banco do board”. A persistência, quando ligada, vem com redação de segredo — mas a redação é por padrão, não por semântica, e quem liga assume o ônus.

O chip de task no header

O header do card mostra, ao vivo, os vínculos de task daquele card: papel e id curto, no máximo dois inline, com +N para o resto. Zero vínculos não desenha nada. O chip é um botão — clicar abre a task na Fila, quando ela existe no board carregado.

Duplicar e renomear

Ctrl+D duplica o card selecionado no topo, com o mesmo provider e o mesmo diretório. 2×clique na tag do header renomeia. A lista completa está em Atalhos.